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Barra da Estiva . Perfil e Geografia

O município da Barra da Estiva fica no Sudoeste da Bahia, a cerca de 550 km da capital Salvador e tem uma área de 1.782 km². A população é de 21.110, dos quais 15.696 são eleitores, de acordo com o Censo Demográfico de 2010, realizado pelo IBGE. A Densidade Demográfica é de 23,16 habitantes por km². O índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,688 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000).

Na pecuária destacam-se os rebanhos de asininos, esquinos e muares. Conforme registro na JUCEB, possuem 55 indústrias, ocupando o 88° lugar na posição geral do Estado da Bahia e 633 estabelecimentos comerciais, 78ª posição dentre os municípios baianos. Seu Parque Hoteleiro registra 70 leitos. Registro de consumo elétrico residencial (kWh/hab.): 71,89- 228° no ranking dos municípios baianos.

Trata-se de um município com ruas de traçados simples, como sua gente, que também é hospitaleira e a maioria da população dedica-se ao cultivo de terra, sendo a agricultura a principal atividade da região. O clima é predominantemente frio e o café é o produto com maior participação na taxa de crescimento agrícola do município.

ASPECTOS NATURAIS

CLIMA: 

O município apresenta temperatura média anual de 19,5ºC, com período chuvoso compreendido entre novembro e janeiro, tendo média anual de 1.033 mm de densidade pluviométrica.

SOLO:

Tipos de solos existentes: litóricos distróficos e afloramentos de rochas, padizólico vermelho, podizólico vermelho, amarelo equivalente e latosol vermelho distrófico, podizólico vermelho amarelo e solos distróficos. Seu solo possui aptidão regular para lavouras, aptidão restrita para silvicultura e para a pastagem natural podemos considerar como regular, restrita e sem aptidão.

VEGETAÇÃO:

A vegetação é marcada pela existência da caatinga, cerrado e de florestas. A partir de sua formação geológica encontra-se minerais de: barita, calcita, caulin, cristal de rocha, chumbo, diamante, diatomito, ferro, flourita, mármore, ouro, quartzo, bauxita.

RELEVO:

Com relevo altiplanos, o município apresenta as serras da cadeia do Espinhaço, Vertentes Esplanadas, cristais e barras residuais.

HIDROGRAFIA:

O município de Barra da Estiva destaca-se por apresentar áreas situadas nas bacias dos rios Paraguaçu e rio de Contas, os quais alimentam-se a partir dos rios Ourives / Prata, o próprio Paraguaçu e Sincorá.

3. ATRATIVOS NATURAIS E ECOLÓGICOS

Por estar em uma região de destaque no estado – A Chapada Diamantina – Barra da Estiva possui atrativos ecológicos importantes como a Cachoeira Grande do Pedrão, Morro do Ouro (Cartão Postal), Morro Santa Bárbara (o qual pode se subir de carro), nascente do rio Paraguaçu, rio da Barragem, rio do Escorrega, rio do Ponto Velho, Rio de Triunfo, Cachoeira do Bom Jardim, Cachoeira do Camulengo e cachoeira na placa.

4. CONSTRUÇOES, PRÉDIOS E LUGARES

4.1 Sobrado dos Pires

O Sobrado dos Pires foi construído em estilo colonial, por volta de 1831, pelo Sr. Clímaco Nardes Pires e sua esposa Anália de Souza Pires. Foi considerado na época o maior centro comercial da Chapada Diamantina Meridional, onde o Sr. Clímaco buscava todo tipo de mercadorias (tecidos, miudezas, gênero alimentícios, utensílios agrícolas, etc.) na cidade de Salvador. Todo o material era transportado através do vapor que partia da capital rumo à cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano e de lá seguia, também por via férrea, até o Sincorá, localidade próxima ao distrito de Triunfo e chegava a Barra da Estiva em lombo de burro. A mercadoria era negociada com os mercadores da cidade, da zona rural e de municípios vizinhos como Ituaçu, Tanhaçu, Ibicoara, Mucugê e Andaraí.

            Após o fechamento do comércio, o sobrado passou a ser palco de eventos como Clube social, Rádio local (alto-falante) e por volta de 1978, sediou o Baneb, sendo a 1ª agência bancária da região.

4.2 Prefeitura Municipal

O edifício foi idealizado e construído pelo saudoso ex-prefeito de Barra da Estiva, Dr. João Moisés de Oliveira, e foi concluído na administração do ex-prefeito Otaviano José de Novais (1944). Trata-se da principal obra da antiga arquitetura do município e está totalmente conservado. Foi ambiente de trabalho para vários prefeitos desde sua construção e hoje é administrada pela prefeita Srª Ana Lúcia Aguiar Viana.

4.3 Mercado Municipal de Barra da Estiva

O Mercado Municipal de Barra da Estiva foi construído em outubro de 1950, pelo Governador Dr. Otávio Mangabeira, com o objetivo de acolher os feirantes e tropeiros da região.

Após vários anos sem preservação de nossos governantes, o mercado sofreu com a ação do tempo em suas estruturas. Contudo, sob a atual administração da atual prefeita Ana Lúcia Aguiar Viana o Mercado Municipal de Barra da Estiva passou por uma reforma transformando-se em Centro Cultural e Biblioteca Municipal, inaugurada no dia 15 de julho de 2009 e  denominada “Biblioteca Municipal Arnóbia de Souza Pires Fernandes”.

4.4. Morro do Ouro e Morro da Torre

Fica na fazenda do Pé do Morro, na estrada que liga Barra da Estiva a Ituaçu. O Morro do Ouro é de estimável beleza, com Mais de 1.000 metros de altura e uma fauna e flora diversificadas, com macacos, pássaros, cobras, onças, orquídeas raras, etc. Há ainda rumores de uma lagoa encantada e uma recém descoberta gruta. Ao lado do Morro do Ouro, temos o Morro da Torre ou Morro de Santa Bárbara, que também é muito conhecido e sua forma lembra a de um vulcão. No pico tem uma torre, que dá nome ao morro e a flora e fauna também são bastante ricas. Os mais velhos vêem os dois morros como deuses, que abençoam a colheita, o plantio e a fartura, dando força sublime.

Além de ser um lugar de inestimável beleza, os barrestivenses encontram nesses morros toda a sua história, a partir da corrida do ouro e diamante e hoje é um dos portais de entrada do Parque Nacional da Chapada Diamantina, sendo marca registrada da cidade.

Os mais jovens buscam os dois morros como ponto de encontro e gostam de desbravá-los subindo a pé, de bicicleta ou moto pelas trilhas, sempre em turma, despertando nas crianças o desejo de que cheguem também a vez deles subirem.

  4.5 Nascedouro do Rio Paraguaçu

Distante 11 km do povoado Rio Preto, a região tem privilégio de ter em suas proximidades a nascente de um dos rios mais importante para a Bahia – O Paraguaçu. Conceber em suas terras o Rio Paraguaçu, é um orgulho para Barra da Estiva. Rio este, que faz um percurso fantástico, levando águas límpidas a cerca de 80 municípios baianos, perfazendo 11% da área total do Estado. Percorre 520 quilômetros e desemboca na Baía de Todos os Santos, onde as águas do rio se encontram com as águas do mar em um belo espetáculo. É o fim de um trajeto que não está marcado pela morte do Rio Paraguaçu, mas sim pelo encontro de dois velhos amigos : o rio e o mar, que apesar de se encontrarem todos os dias, sempre se abraçam.

A sua bacia possui 55.355 km² de área. Os principais rios que a compõem são o Paraguaçu, Santo Antônio, Utinga e Bonito, Una, Capivari e Jacuípe. As suas águas servem para o abastecimento urbano e rural, agricultura irrigada, atividades de mineração e criação de rebanhos. Outros usos são a piscicultura nas barragens de Pedra do Cavalo e Boa Vista do Tupim e navegação na barragem de Pedra do Cavalo e no baixo curso do rio Paraguaçu.

O Paraguaçu foi descoberto no século XVI, pelos franceses. Como era de praxe, provavelmente os olhos dos portugueses logo brilharam quando se deram conta do tesouro presente nas terras do além-mar. De indígena, ficou só o nome – “Paraguaçu” (rio grande). Em 1557, o nobre D. Álvaro da Costa obteve a sesmaria que corresponde à porção oriental do rio, posteriormente, a sesmaria transformada em Capitania do Paraguaçu.

Para se chegar a nascente o visitante se submete a uma aventura, tomando-se o final da rodovia como parâmetro, são 16 quilômetros numa estrada acidentada. Finalmente se alcança uma pequena elevação. É o fim da linha para passagem de carro. Começa-se uma caminhada. A mata é fechada. Não há qualquer trilha ou indicação. À medida que se aproxima, o caminho vai mostrando uma riqueza natural exuberante. Uns 300 metros depois encontra-se a terra úmida. A descida é escorregadia, tem que se auxiliar nos galhos de árvores. Eis a visão mais suave e calma, espetáculo sublime da natureza: ele nasce pequeno, uma poça d’água aos pés de uma bananeira, que pode ser atravessada por um passo mais largo. Mas, aos poucos vai ganhando forma, e vira um filete. Em alguns quilômetros, o córrego bebe água de outros riachos, avoluma. E, em seu longo caminho de vitórias e de morte, o rio banha roupas, meninos, ostras e até diamantes. Em Salvador chega, em miniatura, nas torneiras, chuveiros e filtros das residências, abastecendo 65% da capital com suas águas claras. Por onde passa, o Paraguaçu enlaça sonhos, histórias, modos de vida e não sai imune a toda essa viagem. E de água, se modifica a depender do contorno cultural que abraça. Recebe adereços simbólicos, oferendas, os mitos e lendas de cada lugar.

As invenções humanas podem minguar o presente de um rio tão cheio de passado. Ao longo do curso, vários trechos do Paraguaçu e de seus afluentes foram devorados pelo assoreamento. Muito da mata ciliar e dos ambientes de manguezais  também desapareceu.

Cabe a cada num de nós, cidadão de bem, defendermos esse patrimônio e não permitir que o esgoto doméstico , industrial e até hospitalar, o uso de agrotóxico , fertilizantes nas culturas e implantadas nas margens do rio, exploração clandestina  de madeira, assoreamento das margens pela exploração indiscriminada da argila , pesca com explosivos , inserção de espécies predadoras alheias à fauna do rio..., continuem.

A contaminação do Paraguaçu ou mesmo a debilidade de suas margens não são um perigo apenas para a natureza, mas para todos os que vivem do rio.Muitas vezes quando se soluciona uma questão ecológica é necessário também solucionar uma questão social, urbanística ou comercial.As questões nunca são unilaterais e é necessário conhecer não apenas a natureza, mas também o humano, para poder defender melhor o rio Paraguaçu e todo beneficio que ele gera.

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